terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Resposta #2

Obrigado pelas vossas respostas de grande nível, gostei de as ler e só prova que os leitores deste blogue são uma pequena elite de enorme qualidade.

A minha opinião pessoal andará mais próxima da do The Trader e principalmente da do rikardoGoulart que afinal já anda nestas andanças há mais tempo que eu até, e tem muita experiência no mercado do ténis.

Respondendo então à pergunta, se não complicarmos muito, se o jogo está equilibrado e imprevisível, então a odd certa é 2. Sem espinhas. Independentemente do nome dos adversários.

Mas como nem tudo é assim tão simples, eu diria que a odd será sempre mais baixa que 2. Porquê?

Duas razões muito simples: O jogador A está a jogar abaixo do seu nível, o que significa que ainda tem ténis para oferecer, tem nível para subir. Não que dizer que o faça, pode estar num dia mau, mas existe a probabilidade de esse nível superior surgir.
O jogador B está a jogar o melhor ténis que consegue. O que significa que a acontecer alguma coisa, será o seu nível cair. Também não quer dizer que aconteça, mas a possibilidade existe.

Como tal a odd justa, mesmo com o jogo equilibrado, será abaixo de 2, mas acima de 1.20 obviamente. Talvez algo entre o 1.5 e o 1.75, agora dependerá do jogo. Fica assim a resposta feita.

Bem, espero que estejam a desfrutar do Australian Open, estas primeiras rondas são sempre mais aborrecidas e com menores oportunidades (mais jogadores desconhecidos), mas a partir de agora será sempre a subir. Bons trades!


PS: Por falar no rikardoGoulart, declaro-o vencedor do prémio "expressão vencedora", ao chamar rafeiro ao jogador considerado underdog. A expressão já era usada para os cavalos de odds altas, mas atribuí-la a um ser humano eleva a coisa a um nível nunca antes atingido.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pergunta #2

O jogador A está entre o top 10 do ranking ATP e joga contra o jogador B, que está rankeado entre 90 e 100. O jogo está 3-3 no primeiro set e a odd do jogador A é de 1.20. O jogador A está a fazer um jogo bem abaixo do seu rendimento habitual e o jogador B está com uma excelente performace, e por isso neste momento o jogo está muito equilibrado e impossível de prever o vencedor.

A pergunta é: qual a odd justa para o jogador A?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Uma espécie de JetLag


O torneio que decidi seguir esta semana foi o Heineken Open por nenhuma outra razão que não seja o facto de este ser o torneio que começa mais cedo. Eu que até gosto de acordar/deitar-me cedo, esta semana tenho estado sob o efeito de JetLag sem o prazer de ter viajado para a Austrália. Por isso estou tão ansioso que comece o Australia Open como  que acabe. Enfim, ossos do oficio, e visto bem as coisas, horários maus no ténis são só em duas alturas do ano, Janeiro na perna Australiana e Outubro na perna Asiática, de resto trabalharei sempre dia/tarde ou tarde/noite.

Hoje é a final entre o Ferrer e o Kohlschreiber, curiosamente o jogador que perfilei no meu post anterior. Uma boa forma de analisar o valor das odds é comparando-as, e acho injusto a odd do Kohlschreiber contra o Ferrer ser idêntica à do Monfils nas meias finais. Neste momento acho o Kohlschreiber bem mais competente que o Monfils, embora eu (e quase toda a gente) acredite que o Ferrer é favorito. Espero um jogo mais disputado do que aparenta a odd.

O torneio em si foi um bom aquecimento para a época, tive apenas uma red, no jogo do Robin Haase contra o Sijsling, que por acaso até usei stakes baixas por estar limitado pela liquidez do mercado e pelo meu conhecimento destes dois jogadores.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Player Profile for Trading - Philipp Kohlschreiber

Philipp Kohlschreiber - O mestre das ilusões


Vamos ficar a conhecer um jogador com um dos mais bonitos estilos de jogo do ATP. O jogador que joga "sempre" bem, que faz frequentemente jogadas espectaculares mas que por alguma razão é "apenas" top 19.

Phillip Kohlshreiber
Actual #19

Pontos Fortes: Tirando o top 4, não sei se haverá muitos jogadores com um ténis mais atractivo que este alemão. Honestamente, acho que é bom em tudo. Direita, esquerda, serviço, move-se bem, é bom na rede q.b., e tem bom toque de bola. Quanto a resistência física, nunca o vi vacilar muito. Típico alemão, veja-se Tommy Haas com 34 anos.

Pontos Fracos: Para mim o Kohlshreiber não atinge voos ainda maiores devido a dois pontos fracos. O primeiro tem a ver com consistência dentro do jogo. Se disse atrás que joga "sempre" bem, também diria que joga "sempre" mal, ou seja, é raro ele dominar o jogo inteiro, é normal ele vacilar em algum momento do jogo mesmo contra um adversário inferior.  A intermitência entre os pontos geniais e as jogadas desperdiçadas são comuns e tornam este jogador por vezes difícil de analisar. O segundo ponto fraco tem a ver com a sua fraca capacidade de aproveitar oportunidades, e mesmo sendo superior é normal que ele desperdice várias oportunidades de break. É preciso cuidado a trabalhar este jogador, as suas jogadas de génio iludem e camuflam maus momentos. Por isso, o mestre das ilusões.

sábado, 5 de janeiro de 2013

"Lesões"

A melhor maneira de abordar uma (suposta) lesão é minimizar a influência da lesão nas vossas decisões. Continuamos a ter dois preços, dois jogadores e duas performances. Se não tiverem experiência nestas situações, melhor ainda será abandonar o jogo.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Amazing Davydenko


Resta saber se a boa forma é para manter até ao final da época e que tipo de odds lhe vão atribuir nos próximos torneios. Para a final de amanhã o mercado reagiu à performance de hoje com bastante força. Justo ou não, depende de que forma se vai apresentar amanhã. Se estiver ao nível de hoje não vejo grandes chances para o Gasquet.

Quanto ao trading de hoje, enfim, não há muito a dizer. O mercado atribuiu favoritismo ao Ferrer durante demasiado tempo para um domínio tão claro do russo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano novo, vida nova

Hoje para matar as saudades, foi dia de maratona. E já deu para observar alguns cenários diferentes que se passou o ano passado (não querendo isso dizer que vá ser uma tendência para 2013, obviamente).
Vi um Monfils psicológicamente mais sólido, a vencer em grande estilo um Kohlschreiber que mesmo perdendo parece que joga sempre bem. Vi também o Davydenko hoje jogar o melhor do que vi dele nos últimos meses.
Já Gasquet continua igual a si próprio, a encontrar um adversário menos rankeado mas bastante motivado, fazendo deste jogo o mais proveitoso.